Burlões do sistema, inventam dívidas, os distraídos pagam, as krankenkasses lucram milhões

Burlões do sistema, inventam dívidas, os distraídos pagam, as krankenkasses lucram milhões
Burlões do sistema, inventam dívidas, os distraídos pagam, as krankenkasses lucram milhões

Burlões do sistema, inventam dívidas, os distraídos pagam, as krankenkasses lucram milhões. Há factos que não admitem ornamentos. Uma dívida de CHF 191.40, datada em Julho de 2023, surge agora enviada pela CSS Versicherung, e é atribuída à SUVA. Assim foi comunicado. Assim foi escrito. A cliente recebeu uma carta a confirmar essa origem da SUVA. Depois, a mesma entidade afirma que nada tem a ver com a SUVA. Não é um detalhe, é uma contradição directa, documentada, impossível de conciliar. Desmentem a fazer de nós totós! Ao desmentirem, tentaram enganar-nos, vem dizer que essa factura é uma dívida proveniente de correções da Farmácia Amavita. Mentira! A resposta da CSS Versicherung: “Você apresentou uma objeção a esse processo e, consequentemente, o arquivamos.”

A cliente reclama com razão. E quando se reclama com razão, a razão vem sempre ao de cima. Confrontada com provas escritas, a seguradora recua. A suposta dívida, que nunca existiu, é retirada. Não há pedido de desculpas, não há assunção de erro, apenas a retirada silenciosa do valor. O sistema corrige-se apenas quando é forçado a fazê-lo.

Seguro de Protecção Protekta esteve envolvido apenas em dívidas do passado e na mesma situação de tentativa de enganar, eram cerca de 5.000 CHF e a seguradora atravessou-se e pagou apenas 700 CFH e liquidou, supostas dívidas, falsas dívidas, distintas desta, claramente identificadas. Esta cobrança não fazia parte dessas situações. Ainda assim, foi lançado, avançou, criou inquietação. Não por acaso, mas por método.

Há mais. As facturas de Novembro e Dezembro de 2025 não chegaram pelo correio. Não chegaram porque não foram enviadas. O correio suíço funciona. O que falha, repetidamente, é a origem. Mais tarde, as facturas surgem por via electrónica, após insistência. Entretanto, aparecem avisos de pagamento, ameaças de juros, pressão. Não é descuido, é procedimento.

Este mecanismo levanta uma suspeita legítima. Ao não enviar as cartas, provoca-se a demora do pagamento. A demora, criada artificialmente, abre caminho à cobrança de mais 30 francos por mês. Um esquema simples, eficaz, lucrativo. Quem paga sem questionar perde. Quem questiona tem de gastar tempo, energia, nervos.

Perante a reclamação, a seguradora alega que as facturas estavam disponíveis em formato digital, como se isso anulasse a afirmação anterior de envio postal. A responsabilidade muda de mãos, o erro dissolve-se na técnica. Mas os factos permanecem. Primeiro dizem que enviaram, depois dizem que afinal não enviaram. A verdade não muda, apenas o discurso.

Este caso não é isolado. É um retracto fiel de um sistema que vive da distracção alheia. Pequenas quantias, repetidas milhares de vezes, transformam-se em milhões. Muitos pagam o que não devem, por medo, por cansaço, por desconhecimento.

Chamar as coisas pelo nome não é insulto, é rigor. Quando se inventam dívidas, quando se atribuem valores à SUVA e depois se nega essa origem, quando se falha no envio de facturas e se cobra a penalização da demora, estamos perante burlões do sistema. Não por acidente, mas por prática.

O futuro exige clareza, verdade e respeito pelo cidadão comum. Até lá, resta escrever, denunciar e deixar rasto. Porque a palavra certa, escrita com rigor, continua a ser a forma mais antiga e mais justa de resistência.

Falo nesta Krankenkasse, no entanto haverão outras que farão o mesmo!?

autor: Quelhas

Seja o primeiro a comentar

Deixe seu comentário