Aprestamento de imigrantes em sobrelotação em Braga gera alerta. A freguesia de S. Vítor, em Braga, identificou três situações de sobrelotação em apartamentos durante o anterior mandato autárquico. Além disso, as autoridades encontraram dezasseis pessoas a viver num T4 transformado em oito quartos, revelando uma clara situação de sobrelotação. Assim, conforme explicou Ricardo Silva, agora vereador na Câmara pelo Movimento Amar e Servir Braga, estas ocorrências revelaram práticas irregulares associadas ao arrendamento.
Moradas usadas para legalizações
Entretanto, o antigo presidente da junta acrescentou que, noutras situações, foi possível concluir que o proprietário vendia ou cedia a morada do apartamento a imigrantes, permitindo-lhes obter o atestado de residência, documento essencial para iniciar o processo de legalização em Portugal. Além disso, num dos apartamentos, apesar de existirem múltiplos pedidos de atestado, apenas viviam três ou quatro pessoas.
Denúncias levantadas na Câmara
Por outro lado, o tema ganhou destaque quando o vereador do Chega, Filipe Aguiar, afirmou que a freguesia tinha emitido cerca de cinquenta atestados de residência para pessoas declarando viver num único T3. Assim, o autarca afirmou que o cenário pode revelar o sistema de cama quente, onde diferentes pessoas usam o mesmo espaço de forma alternada.
Reação do município
Posteriormente, o presidente da Câmara, João Rodrigues, declarou não conhecer o caso específico. Contudo, sublinhou que o município comunica sempre estas situações ao Ministério Público, sempre que tem conhecimento de factos que possam configurar ilegalidades. Além disso, salientou que a emissão de atestados de residência exige responsabilidade, rigor e máxima cautela, garantindo que irá averiguar o que se passa na freguesia.
Divergências entre responsáveis
Por fim, Filipe Aguiar lamentou que a autarquia, avisada há quinze dias, tenha reagido apenas enviando o caso para a Autoridade Tributária.Para o vereador, o município deveria agir de forma mais firme e tratar estas denúncias com maior seriedade. No entanto, o novo presidente da junta contradisse estas declarações e afirmou que não comunicou qualquer situação ao município, sublinhando ainda que Filipe Aguiar não falou com ele antes de levantar suspeitas publicamente.


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