António José Seguro está inseguro com o peso da dúvida

António José Seguro está inseguro com o peso da dúvida
António José Seguro está inseguro com o peso da dúvida

António José Seguro carrega o nome que o destino lhe pôs aos ombros, mas não tem fé em si mesmo, e assim se apresenta ao país como candidato que teme o próprio destino, homem que avança com passos hesitantes, mas com o coração cheio de vontade de servir, porque até os que duvidam de si podem erguer a voz quando o futuro chama.

O regresso inesperado de uma figura apagada num país em busca de rumo

António José Seguro surge como sombra do próprio tempo, figura que regressa quando já poucos recordavam o seu passo discreto, homem que atravessou cargos sem deixar marca profunda, navegando o silêncio enquanto o país mudava à sua volta. Há quarenta anos deixávamos a tormenta revolucionária, agora entramos noutra transformação, e Portugal não precisa de um Presidente que faça as pazes, mas de alguém que indique o caminho. Regressa após anos afastado, lembrado por uma liderança discreta no PS e por não ter marcado presença significativa no panorama político.

Rui Tavares critica António José Seguro por admitir dar posse a um governo do Chega. O porta-voz do Livre diz que a esquerda não se revê nas posições do candidato apoiado pelo PS. Neste caso, António José está seguro e a democracia tem de ser segura, cumprirá o dever como deve ser, seja com o Chega ou com outro governo.

As reservas internas do PS e a memória de uma liderança vista como oportunidade perdida

Perguntam porque alguns socialistas não gostam de António José Seguro. Ao princípio ninguém levou a sério a sua candidatura presidencial e as principais críticas vieram do próprio PS, partido de que foi líder. Porque é que Seguro tem tantos anticorpos dentro do PS? Porque, como disseste, não aproveitou o tempo dele, foi mais política do mesmo, e por isso agora não vem salvar Portugal.

O ex pré candidato Quelhas afirma que o PS mais uma vez se vai enterrar e que, um dia destes, passa a uma força política em decadência como o Bloco de Esquerda, por ter feito asneiras e escolhas erradas.

Seguro inseguro, regressa com a designação estafada da esquerda moderna e moderada para se caracterizar a si mesmo. Era melhor do que nada, mas era tarde demais.

Inseguro vê a luz ao fundo do túnel!…

Artigo escrito por: João Carlos Veloso Gonçalves, ‘Quelhas’ Revista Repórter X

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