Amizades e convivências, dá para enganar a saudade?
Países como a Suíça e França são belos e ricos tanto no que se refere em cultura como desenvolvimento econômico e social. Ainda sim, são dois povos que possuem suas características próprias e peculiares que o distinguem e destacam diante de outros países europeus.
A facilidade geográfica que existe para percorrer duas ou mais nações em pouco tempo permite com que haja muitas trocas de conhecimento e cultura que enriquecem ambos os lados, mas, será que isso é suficiente para que um imigrante vença suas dificuldades de adaptação e consiga viver em outro país como se estivesse no seu?
E quando o imigrante lembra-se de pessoas, situações e experiências únicas que vivenciou em “sua terra” sente o peito diminuir e ao mesmo tempo surgir lagrimas de emoção, o que tem vontade de fazer? Regressar para o seu país de origem de uma vez por todas ou somente ir para fazer uma rápida visita?
Na verdade, adaptados ou não a uma nova língua e cultura, todos os imigrantes sentem saudade de seu país natal, mas o que diferencia o nível desse sentimento é a forma como convivem pessoalmente com ele e com as demais pessoas ao seu redor.
A saudade ajuda a criar amizades
Assim que o imigrante se instala em um novo país há todo um período de alterações e adaptações necessárias – desde a alteração climática até o idioma e costumes da nova nação. Junto a esses detalhes agregam-se fatores como a convivência social com os nativos seja no trabalho ou então com vizinhos.
Se o imigrante não for irredutível e buscar interagir e aprender com a cultura dos nativos rapidamente conseguirá criar boas e importantes amizades que lhe serão bastante saudáveis. Por outro lado, quando a saudade aperta a tendência natural é que o imigrante busque sair para passear e conhecer a cultura e pontos turísticos relevantes da região como forma de contornar o sentimento.
E são a partir de simples gestos como esses que surgem boas oportunidades de conhecer outras pessoas que, muitas das vezes, estão em situação semelhante e, com isso, podem se apoiar umas nas outras solidificando ainda mais a amizade que tem tudo para ser duradoura.
A riqueza oriunda das convivências
Se existe algo que é bastante certo é o fato de que a experiência da emigração e imigração faz com que as pessoas ganhem maturidade e visão de mundo mais ampla, pois saem da segurança e conforto que desfrutava no seu país para se aventurarem em outro diferente.
A pessoa que se permite vivenciar essa experiência adquire conhecimento e compreensão dos mais diversos assuntos e se desenvolve mais do que amigos e familiares que permaneceram em seus redutos.
Além de aprender um novo idioma, participar de costumes e entender as tradições peculiares de um novo país e seu povo, o imigrante também contribui oferecendo a sua cultura, pois é muito comum as pessoas movidas pela curiosidade quererem aproveitar de ocasiões como essas para verem de perto o que era antes longe e desconhecido.
Dá para enganar a saudade?
O sentimento não permite enganos e mentiras. A saudade pode ser um sentimento positivo ou negativo e isso só depende de como cada um lida com o seu próprio coração. Se permitir abrir-se ao novo e buscar por aprender a saudade será positiva, pois a pessoa será tomada pela lembrança de observar toda a sua trajetória até chegar ali.
Mas se ela ficar irredutível e se fechar a saudade será negativa e lhe provocará sofrimento, cuja possibilidade de dissipação será realizada se regressar a terra natal. Então se você está nessa situação comece a ver as pessoas e coisas de forma diferente e quando menos imaginar a saudade será um sentimento agradável.
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