Contratação polémica em Lisboa reforça críticas a Alexandra Leitão
Alexandra Leitão contrata mulher de Pedro Nuno Santos por milhares de euros em dois anos. Alexandra Leitão, atual vereadora na oposição em Lisboa, voltou a atrair atenção política ao nomear Catarina Gamboa, esposa de Pedro Nuno Santos, como assessora municipal em economia e desenvolvimento de políticas públicas. A contratação prevê uma avença mensal de 3 950 euros mais IVA, que pode totalizar cerca de 94 800 euros sem IVA ao longo de dois anos.
A decisão foi divulgada pela revista Sábado e confirmada por fontes municipais, e surge num contexto de críticas intensificadas à atuação de Leitão após as eleições autárquicas de Lisboa. Isto porque, depois de ter sido escolhida por Pedro Nuno Santos para encabeçar a lista do PS — candidatura que acabou por perder as eleições para a Câmara Municipal de Lisboa — agora lidera a oposição.
Perfil profissional e percurso político
Catarina Gamboa não é estreante na política e já ocupou cargos relevantes no Ministério do Ambiente, onde serviu como chefe de gabinete de Duarte Cordeiro. Além disso, regressa agora ao município lisboeta — onde anteriormente trabalhou como assessora do mesmo responsável quando este era vereador.
A nomeação tem sido alvo de acusação de favorecimento político, com opositores a questionarem a pertinência e o timing da contratação. Isto porque a subida de Gamboa ao quadro de assessores ocorre num momento em que a Câmara Municipal de Lisboa tem estado sob escrutínio por várias questões administrativas e políticas.
Reacção pública e impacto político
Embora não tenha sido oficialmente divulgada uma justificação detalhada pela vereadora, fontes políticas apontam para que a escolha decorra da experiência prévia de Gamboa em funções públicas ligadas à política local e nacional. Ainda assim, alguns críticos sugerem que esta contratação pode ser interpretada como uma forma de reforçar laços com a liderança do PS, num contexto em que a oposição procura maior visibilidade.
Esta nomeação continua a alimentar o debate sobre a gestão de recursos humanos na autarquia e a separação entre compromissos partidários e ações administrativas no município.


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