A guerra aos portáteis nos cafés na suíça alemã está a intensificar-se

A guerra aos portáteis nos cafés na suíça alemã está a intensificar-se
A guerra aos portáteis nos cafés na suíça alemã está a intensificar-se

A realidade nos cafés está a mudar.
A guerra aos portáteis nos cafés na suíça alemã está a intensificar-se: descubra porque esta tendência está a crescer. Nos últimos meses, muitos cafés e restaurantes da Suíça alemã têm enfrentado uma situação cada vez mais comum e, por isso, tomam medidas mais firmes. Assim, enquanto alguns clientes transformam mesas em verdadeiros escritórios improvisados, vários proprietários decidem proibir computadores portáteis para recuperar o equilíbrio no seu espaço. Além disso, esta tendência cresce rapidamente, porque muitos estabelecimentos sentem que a paciência se esgota.

A exaustão dos proprietários leva a novas regras

De facto, muitos responsáveis de cafés revelam que alguns clientes permanecem horas com o portátil aberto, e, por consequência, consomem apenas o mínimo indispensável. Por exemplo, uma proprietária de Winterthur afirma que, em certos dias, metade das mesas ficava ocupada durante cinco horas seguidas por pessoas em trabalho remoto. Assim, esta ocupação prolongada dificulta o normal funcionamento do negócio e, por isso, leva vários espaços a impor limites.

Além disso, a mesma proprietária relata episódios curiosos, porque algumas famílias tratam o restaurante como uma extensão de casa. Conforme explica, alguns pais trabalham com auscultadores enquanto os filhos brincam e discutem no restaurante, o que perturba o ambiente. Por isso, decidiu banir completamente o uso de computadores, não apenas por motivos financeiros, mas também para preservar o conforto e a atmosfera do local.

Medidas diversas e cada vez mais frequentes

Contudo, nem todos os estabelecimentos adotam medidas tão radicais e, por isso, procuram soluções intermédias. Assim, alguns restaurantes limitam a utilização de computadores a certas zonas, enquanto outros estabelecem horários específicos sem tecnologia, especialmente durante o almoço e aos fins de semana. Embora estas medidas variem, a intenção mantém-se clara: recuperar o espaço para convívio e consumo equilibrado.

Impacto no negócio pode ser positivo

Apesar das restrições, vários especialistas afirmam que o teletrabalho nos cafés não é necessariamente mau para as receitas. Assim, Hans-Petter Oettli, presidente da associação Cafetiersuisse, sublinha que, quando o pessoal incentiva estes clientes a consumir, o volume de vendas tende a aumentar. No entanto, segundo explica, a realidade dos self-services é bastante diferente, porque aí o teletrabalho reduz a rotatividade e não gera maior consumo.

Alguns restaurantes transformam o desafio numa oportunidade

Por outro lado, diversos estabelecimentos escolhem aproveitar esta tendência e, portanto, adotam estratégias que atraem pessoas em teletrabalho. Assim, disponibilizam mais tomadas, oferecem internet de maior qualidade e até criam espaços de coworking dentro do restaurante. Além disso, esta abordagem revela-se vantajosa para locais como o Bridge, perto da estação de Zurique, que deixou de proibir portáteis à hora de almoço. Conforme relatam os novos proprietários, após abandonar a regra, a afluência aumentou significativamente, o que demonstra que, às vezes, a flexibilidade resulta.

Um debate que continua a crescer

Embora a discussão também comece a surgir noutras cidades suíças, como Genebra e Lausana, as proibições absolutas ainda não se tornaram regra nessas regiões. Contudo, com o teletrabalho cada vez mais comum, os restaurantes procuram equilibrar produtividade e convivência. Assim, este debate promete intensificar-se, porque diferentes conceitos de utilização dos espaços públicos estão a colidir.


Uma coisa é certa: a forma como usamos cafés e restaurantes está a mudar rapidamente e continuará a transformar o nosso quotidiano.

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