Evita usar a IA, ela faz tudo, mas sem sentido e responsabilidade, usa a linguagem dela e não a tua e omite as tuas ideias e troca por palavras bonitas não usuais pelo utilizador ou escritor ou cidadão comum!
No mundo actual, onde a tecnologia invade cada espaço da vida humana, também a escrita encontrou novos companheiros digitais. Sistemas de inteligência artificial, como o GPT, passaram a ser usados para redigir cartas, organizar ideias ou corrigir textos. Para muitos utilizadores, esta ferramenta pode ser útil. Mas quando o trabalho exige profundidade, identidade de linguagem e respeito pela forma como alguém escreve, surgem conflitos.
Num diálogo recente entre um utilizador comum e o sistema identificado como GPT, ficaram expostas várias divergências sobre a forma como a escrita é tratada. A questão não foi apenas técnica. Tocou algo mais profundo, o respeito pela linguagem de quem escreve e este nao foi um protesto, foi uma reclamação que o GPT assumiu como erro, assume o erro e dá uma desculpa esfarrapada, mas a seguir voltaca errar. Acho que o GPT piorou o serviço, acho que inicialmente ele guardava memória e quando lhe chamávamos à atenção ele a seguir já sabia o que pretendíamos. Agora não! Pois mesmo neste texto reclamamos sobretudo de pontuações e ele mesmo aqui com esta crítica continuou a errar e vou dar só um exemplo: no finsl do texto tem a minha assinatura, no final da assinatura como explicamos, não leva ponto final, mas o GPT fez o obséquio de o colocar, obriga sempre o usuário a rever e corrigir um texto quando deveria ser o inverso! Aconselho a escrever textos de raiz para os textos não serem aldravados.
O utilizador explica que a crítica não nasceu de um simples erro ocasional, mas de um padrão repetido. A reclamação surge depois de várias observações anteriores que, segundo ele, foram ignoradas.
A explicação da reclamação é clara. O problema central está na pontuação e na alteração do sentido das frases. Quando um autor faz uma pergunta ou usa uma exclamação, esse sinal faz parte da intenção da frase. Alterar esse sinal altera também o pensamento expresso.
Segundo o utilizador, o GPT altera frequentemente esses sinais, colocando pontos finais onde deveriam existir pontos de interrogação ou exclamação. Assim, uma pergunta passa a parecer uma afirmação, e uma frase carregada de indignação perde a sua força. O resultado é simples, a ideia original fica distorcida.
Outro ponto apontado prende-se com a colocação de pontos finais em locais onde não devem existir, como no final de um endereço de correio electrónico, de um link ou de uma assinatura. Para quem escreve com cuidado editorial, esses detalhes fazem parte das regras básicas de apresentação de um texto.
A crítica estende-se também à grafia usada. O utilizador exige que os textos respeitem o Português de Portugal sem acordo ortográfico e certas normas gráficas tradicionais. Entre elas estão o uso de iniciais grandes nos nomes dos Dias da Semana e dos Meses, datas escritas com números e percentagens em algarismos, e não por extenso.
Mas a crítica não se limita à pontuação ou à ortografia. Vai mais longe e toca na forma como a inteligência artificial lida com textos já estruturados.
Segundo o utilizador, o GPT ajuda bem quando se trata de criar cartas de raiz ou organizar textos simples. Nesses casos, a ferramenta pode ser útil, sobretudo para quem tem dificuldades de escrita ou pouca prática de dactilografia. Para quem não sabe escrever, pode ser uma ajuda real.
Contudo, quando entra no campo da escrita mais profunda, como textos jornalísticos, críticas, artigos de opinião ou narrativas com sentimento, o resultado deixa muito a desejar. O utilizador considera que o sistema acaba por maltratar a linguagem original e desrespeitar a forma como o autor escreve.
Além disso, muitas vezes surgem palavras que o autor não usa e nem escreveria. O texto passa a ter uma linguagem estranha ao estilo de quem o criou.
Segundo a explicação apresentada, existe também um problema de interpretação. O GPT nem sempre compreende bem aquilo que o utilizador pede. Assim, depois de realizar um trabalho para alguém que não domina bem a escrita ou a dactilografia, o resultado pode acabar por não corresponder ao que foi pedido.
O sistema, segundo esta crítica, usa e abusa da sua própria linguagem. Quando o texto é totalmente criado de raiz pelo GPT, tudo parece coerente. Mas quando o texto já vem estruturado por um autor, a intervenção do sistema pode deixar o resultado confuso, quebrando a lógica da frase ou a intenção da ideia, pois cada autor tem um estilo próprio.
Um exemplo apontado pelo utilizador ilustra bem essa situação. Quando uma frase termina com um ponto de interrogação, ela transporta uma pergunta. Se o sistema altera esse sinal e coloca um ponto final, a frase deixa de ser pergunta e transforma-se numa afirmação. Nesse momento, a ideia original desaparece.
Outro ponto criticado é a forma como o sistema lida com textos críticos. Segundo o utilizador, quando um texto contém críticas directas, o GPT por vezes omite partes ou suaviza o conteúdo. Para quem escreve artigos de opinião ou denúncia, isso não é aceitável.
O utilizador deixa claro um princípio simples. O autor é o responsável pelo texto. Não precisa de um cão de guarda que decida o que deve ou não deve ser dito.
No fundo, esta divergência revela uma questão maior. A tecnologia pode ajudar a escrever, mas não pode substituir a identidade de quem escreve. Cada autor tem o seu ritmo, as suas palavras, a sua forma de pontuar e de pensar.
E quando essa identidade é alterada ou diluída por um sistema automático, aquilo que se perde não é apenas um sinal de pontuação. Perde-se a voz do autor.
Rodapé:
A grafia segundo a ortografia portuguesa tradicional, sem acordo ortográfico, respeitando o uso de iniciais grandes nos nomes dos Meses e Dias da Semana, como Março e Domingo. Utilização de numerário em datas e percentagens, como 100% e 20/03/2026. Endereços electrónicos e referências, como revistareporterx@gmail.com, apresentados sem ponto final. Iniciais grandes no início de cada frase e também a seguir a cada ponto final, iniciando nova frase. A seguir a cada assinatura do autor também não leva pontuação. Jamais todas as palavras podem começar por letra grande como o GPT faz muitas vezes no título, como por exemplo, o título deste texto: O Desrespeito, Quando a Inteligência Artificial Entra na Escrita Manipula a Autor, isto é errado, o certo é como está o título no início do texto!
Na minha opinião, esta atenção ao detalhe não é apenas formalismo: mantém a clareza, o ritmo e o respeito pelo texto do autor, garantindo que a linguagem e a intenção originais sejam preservadas. Portanto evitemos a AI designada por GPT…
autor: Quelhas
Revista Repórter X / Repórter Editora
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