Há uma confusão que precisa de ser esclarecida.
A Revista Repórter X é um projecto jornalístico que nasceu há 14 anos, registado no Strafregister de Zürich Liechtenstein. Tem um site próprio e presença em várias redes sociais. O seu propósito é claro, informar, investigar, denunciar quando é preciso e dar voz a quem muitas vezes não a tem. A revista procura manter isenção, respeito pelos factos e responsabilidade perante os leitores.
Mas existe também uma pessoa concreta por detrás de muito do trabalho visível.
Essa pessoa chama-se João Carlos Quelhas, chefe de redacção da Revista Repórter X.
E é aqui que começa um equívoco que alguns parecem não compreender.
Uma revista é uma entidade editorial. Um jornalista, um escritor ou um colaborador é um cidadão. E um cidadão tem pensamento próprio, consciência própria e o direito elementar de expressar opiniões pessoais, sejam elas políticas, religiosas, culturais ou desportivas.
Há também uma diferença clara entre duas realidades que não devem ser confundidas.
Uma cousa é escrever e pensar como cidadão livre, exercer a liberdade de expressão, falar, opinar e expor ideias e pensamentos que pertencem à consciência individual. Outra cousa, bem diferente, é falar num espaço público de carácter jornalístico, onde a palavra exige mais cautela, mais ponderação e mais responsabilidade.
Quando um cidadão fala por si, fala daquilo que pensa. Quando um projecto jornalístico fala, fala com o cuidado de quem procura relatar os factos, ouvir o povo e pesar cada frase com sentido de dever.
Nem tudo o que um cidadão pensa ou comenta representa automaticamente a posição de uma redacção. Nem tudo o que se escreve numa conta pessoal pode ser confundido com a linha editorial de um órgão de comunicação. Muitas vezes, as pessoas utilizam as suas plataformas individuais para dizer aquilo que, num contexto estritamente jornalístico, não deve ser dito da mesma forma.
A própria realidade técnica das redes sociais explica parte desta situação.
Plataformas como o Facebook, Instagram, X, LinkedIn, YouTube ou Tik Tok não permitem criar perfis pessoais com o nome de um meio de comunicação, obrigando à utilização de páginas ou grupos. Por essa razão, muitas partilhas acabam por ser feitas através do perfil pessoal de quem dirige e gere o projecto. Não por escolha editorial, mas por limitação das próprias plataformas.
Assim, cada publicação indica claramente qual é a fonte que está a ser partilhada através desse perfil privado. Não existe outra forma técnica de o fazer. Por exemplo, o Facebook não permite criar um perfil pessoal em nome da Revista Repórter X Editora Schweiz, apenas uma página ou grupo com esse nome. Para publicar ou partilhar conteúdos dessa página, é sempre necessário entrar através de um perfil pessoal.
Alguns não reparam nisso, ou não querem reparar, e acabam por confundir aquilo que é uma partilha técnica com aquilo que seria uma posição pessoal ou institucional.
Nada se mistura, apenas se tenta misturar.
Isso não transforma cada opinião pessoal numa posição oficial da Revista Repórter X.
No site da revista, os textos estão devidamente identificados. Quando algo pertence à redacção, está assinalado pela Revista Repórter X. Quando é publicação de rede social, também está indicado. Cada espaço tem o seu contexto, a sua natureza e a sua responsabilidade. Portanto, cada postagem tem a sua fonte.
Confundir a voz de um cidadão com a voz de um órgão de comunicação é um erro. E negar a um jornalista, a um escritor ou a um colaborador o direito de ter opiniões pessoais seria negar-lhe a própria condição de homem livre.
A Revista Repórter X continuará a procurar a verdade com independência.
E o cidadão João Carlos Quelhas continuará, como qualquer outro, a exercer o seu direito de pensar, criticar e falar, em nome individual ou em nome da revista, sendo sempre visível em que contexto o faz.
Porque a liberdade de imprensa nasce sempre da liberdade de consciência.
autor: Quelhas.


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